quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Conto de Fadas


''Embora os contos de fadas terminem logo depois da décima pagina, o mesmo não acontece com a nossa vida. Somos coleções de vários volumes. Em nossa vida, ainda que um episódio possa terminar mal, sempre há outro à nossa espera e depois desse, mais outro. Sempre há novas oportunidades para consertar o estrago, para moldar nossa vida da forma que emocionalmente merecemos. Não perca tempo odiando o insucesso. O insucesso é um mestre melhor do que o sucesso. Escute. Aprenda. Continue. Essa é a essencia de todo conto. Quando prestamos atenção a essas mensagens do passado, aprendemos que há padrões desastrosos, mas também aprendemos a prosseguir com a energia de quem percebe as armadilhas, jaulas e iscas antes de depararmos com elas ou de sermos nelas ou por elas capturados."


Conto dos irmãos Grimm - Dra. Clarissa Pinkola Estés

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...


Definitivo, como tudo que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não por que o nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não por que nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústia se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não por que o nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas por que o futuro esta sendo confiscado de nos, impedindo assim que mil aventuras nos acontecem, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amos?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por temos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nos um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida esta no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoística que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

... Vida e Morte...




'' Vida e morte... Energia e Paz...Mesmo que eu morresse hoje, ainda sim valeria a pena.
Mesmo com com os terrível erros que cometi...E que teria desfeito se pudesse.
Mesmo com as dores que me queimaram e me marcaram minha vida... valeu a pena! Por ter tido a oportunidade de caminhar pelos caminhos que caminhei...
Que foi o inferno na terra..
O paraíso na terra...
Ora por dentro...ora por baixo ...Por dentro e por cima.''
''... O paraíso na terra, ora por dentro, ora por baixo... Entre através, por dentro e por cima.''

Diário de Gia Marie Carangi ( 1960-1986)

Amor


Eu quero um amor sem ajustes. Que sirva direitinho, sem sobrar nem faltar, espaço que fique justo no corpo, com encaixe perfeito. Que me faça sentir linda só por te-lô. Quero um amor delicado. Quase infantil. De passear de mãos dadas. De borboletas no estômago. Quero um amor cuidadoso. Que pegue no colo. Que saiba dar colo. E pedir. Quero um amor com sorrisos. De admiração e orgulho. De divertimento. Quero um amor desengonçado. Atrapalhado. Bobo. Do tipo que dá vontade de apertar as bochechas. Quero um amor com aconchego. Que me ofereça o ombro, o abraço. E dê beijos sem que eu precise pedir. Quero um amor tagarela. Que saiba conversar. Que encha de elogios espontâneos. Que diga o que sente. Quero um amor com romance. Não precisa ser meloso. Mas deve ter rompantes de mimosuras de tempos em tempos. Quero um amor sincero. Que tente resolver as coisas. Que não fuja. Ou que fuja., mas dê aviso prévio. Quero um amor companheiro. Que vá comigo a Paris. Ao mercado. E a todos os programas de índio. Quero um amor amigo. Que me entenda. Me desvende. Me desfrute. Que aproveite minha companhia. E adore. Quero um amor simples. Honesto. E digno.

Epfania





Acho importante acordar toda manhã com vontade de viver. Mesmo que a noite anterior tenha sido de dor e angústia. Olhar pela janela e ser capaz de enxergar beleza nos detalhes.
Possibilidades nas pessoas. Lições nos acontecimentos. Olhar além, e encontrar força. Porque ela existe, lá dentro. Nunca nos outros, nas coisas. Ou fora. Ela gosta de brincar de esconde-esconde, e nos piores momentos encontra esconderijos incríveis - mas somos sempre mais espertos e acabamos por encontrá-la. Força, aparece logo. Deixa de ser boba menina. e vem me ajudar. Enquanto isso, respiro bem devagarinho e repito num tom suave ''calma, calma, calma''. Tudo melhora. Basta ter fé. E independente da duração, do choro, do tamanh,o do tombo, do impacto da facada no coração, a vontade de viver permanece comigo. Cada vez mais indestrutível.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Medo






Muitos de nos temos medo de que um dia alguém queira nos sequestras, é muito doloroso ficar trancado entre quatro paredes separados dos outros. mas também é terrível viver trancado dentro de si mesmo sem poder se comunicar com as outras pessoas.

Dizem que a gente nunca conhece bem as pessoas e que ate a pessoa mais próxima de nois pode nós dar uma surpresa. Só o amor verdadeiro permitirá que tenha laços fortes com os nossos semelhantes para podermos suportamos as tormentas da vida.

Eu não tenho medo do amor...
Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele...
Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pentecostes



Pentecostes. A vinda do Espitiro Santo.


Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da Páscoa, no quinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".
No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?
O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).
Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.


(Canção Nova)